Vitamina D e exposição ao sol. As “polêmicas” envolvendo esse assunto podem gerar bastante desinformação e acabar colocando as pessoas em risco. De um lado, a deficiência de vitamina D, bastante comum na população atual – principalmente em cidades grandes e em locais mais frios –, compromete a absorção do cálcio e pode levar a problemas ósseos. Por outro lado, a exposição excessiva à radiação solar é muito prejudicial à pele, sendo o principal fator de risco para o câncer de pele e causando envelhecimento cutâneo precoce.

O brasileiro parece estar longe de resolver esse dilema: o câncer de pele não melanoma (causado principalmente pelo sol) é o tipo de câncer mais frequente no Brasil; ao mesmo tempo, a deficiência de vitamina D tem crescido muito nos últimos anos no país, devido ao estilo de vida nos centros urbanos.

O conhecimento é a chave para a solução do problema. Com as informações certas e hábitos conscientes, você consegue prevenir tanto a perda óssea quanto o câncer de pele. É possível tomar sol sem filtro solar por cerca de 10 minutos por dia e, no restante do tempo, utilizar filtro com fator de proteção solar (FPS) 30 ou maior. Mas é importante consultar o médico dermatologista sobre os riscos dessa exposição ao sol, pois algumas pessoas podem ter maior propensão ao câncer de pele.

Confira alguns mitos e verdades envolvendo vitamina D e proteção solar.

Usar filtro solar causa deficiência de vitamina D

MITO

Para metabolizar vitamina D, o corpo precisa de sol por apenas alguns minutos por dia (em geral, 10 minutos). No restante do tempo, você pode – e deve – usar filtro solar com FPS 30 ou mais.

O sol da manhã é ideal para evitar deficiência de vitamina D

MITO

O período mais eficaz para a metabolização da vitamina D é das 10h às 16h. Como este é justamente o período em que a radiação é mais prejudicial para a pele, é importante limitar o tempo de exposição ao estritamente necessário. Pessoas com histórico de câncer de pele na família, que já tiveram a doença, que têm alguma doença crônica que aumenta o risco ou que têm a pele muito clara não podem se expor ao sol em nenhum período do dia; nesses casos, recomenda-se a suplementação de Vitamina D, que deve ser prescrita pelo médico.

O tempo de exposição ao sol necessário para metabolizar a vitamina D varia de acordo com o tom de pele

VERDADE

Peles mais claras precisam de cerca de 5 a 10 minutos de sol por dia; já as mais escuras exigem um pouco mais tempo, mas sem exceder uma hora de exposição.

Exposição indireta ao sol é eficaz em termos de vitamina D

MITO

Os raios ultravioletas B, necessários para a síntese da vitamina D, não atravessam vidros e também podem ser bloqueados por tecidos. Por isso, tomar sol atrás de janelas ou com roupas que cobrem muito o corpo não resolve o problema da vitamina D – e ainda apresenta risco para a pele, que fica exposta aos raios ultravioletas do tipo A. O certo é deixar áreas do corpo grandes, como pernas e braços, descobertas.

Alimentação balanceada não é suficiente para suprir o corpo de vitamina D

VERDADE

Diversos alimentos são ricos em vitamina D, mas é quase impossível conseguir quantidades adequadas só com a dieta. Em caso de deficiência severa de vitamina D, recomenda-se a suplementação da vitamina com prescrição médica.