O envelhecimento da pele é inevitável e envolve fatores tanto genéticos, como ambientais e hábitos ligados a qualidade de vida, como: tabagismo, poluição, alimentação e exposição a radiação ultravioleta, luz visível e até o calor (raios infravermelhos).

O envelhecimento da pele proveniente da luz solar é chamado de fotoenvelhecimento. Normalmente as regiões mais expostas a essa luz possuem mais rugas, manchas e até lesões pré-cancerosas.  A radiação ultravioleta desencadeia a pigmentação e o afinamento da pele, flacidez, visibilidade de vasos e perda de viço. Por isso é importante a utilização de protetor solar nas áreas expostas ao sol de forma diária, independente da faixa etária.

Os avanços nos estudos de biologia molecular auxiliam os cientistas a entender esses processos e assim desenvolver técnicas que podem intervir ou até reverter os efeitos dessa exposição. A cada ciclo celular ocorre um encurtamento dos telômeros, que são as porções finais dos cromossomos. Quando esse encurtamento atinge um tamanho específico a célula morre. As mutações do DNA celular fazem com que a célula passe a produzir proteínas e lipídeos de sua membrana, prejudicando suas funções.

Os famosos radicais livres são moléculas de oxigênio que se acumulam e oxidam o DNA, acelerando o processo de envelhecimento. Atualmente, existem incontáveis substâncias que afirmam reduzir esses radicais livres e suavizar o processo de envelhecimento, que se inicia a partir da segunda década de vida.

Aos 30 anos de idade já se pode se observar certa flacidez na pele, que pode variar de intensidade dependendo do grau de exposição solar do indivíduo. Também pode haver diminuição do colágeno e da elastina além de manchas de sol resultantes de anos de exposição. Cremes que estimulam o colágeno, toxina botulínica, lasers e luz pulsada podem auxiliar nessa fase.

A partir dos 40 anos, a flacidez aumenta e as rugas formadas pela contração muscular da face (rugas de expressão), tornam-se mais óbvias. O pescoço tende a ficar sulcado e ter bandas musculares mais aparentes. Nesse período, métodos como microagulhamento, preenchimentos, lasers e toxina botulínica mostram-se eficazes.

Aos 50 anos começamos a perceber o aparecimento dos sulcos aos cantos dos lábios, a modificação na posição da gordura facial e flacidez nos músculos e ligamentos. Olheiras e flacidez da pele palpebral também fazem parte das alterações previstas. Os preenchimentos a base de ácido hialurônico são úteis e recomendados durante esse período, tatto para as rugas como para refazer a sustentação da face, pois há perda de massa óssea, que pode ser corrigida com o próprio ácido hialurônico. O ácido poliláctico também é muito utilizado, ajudando a sustentar as áreas da face e estimulando o colágeno. Todos esses procedimentos são simples e minimamente invasivos.

Aos 60 anos, todas as alterações listadas estão bem mais evidentes mas as técnicas de rejuvenescimento são muito úteis e eficazes no tratamento e retardo dos processos de envelhecimento. É possível chegar nessa fase com mais suavidade se cuidarmos da pele com tratamentos específicos para cada idade, priorizando sempre a naturalidade.